É zica!

(1) Recebi um cartão do banco após ter sido negado na agência por não ser o primeiro titular da conta. Como consegui isso? Desisti de bater boca com a gerente e resolvi fazer a proposta pela Internet, sem ela saber, claro. A proposta foi aprovada quase que imediatamente, com um limite mais gordo do que eu imaginava e a gerente ainda nem deve saber disso. Detalhe: eu já possuo cartão do mesmo banco há mais de 5 anos, porém de outra agência. Vai entender…

(2) Estamos sem geladeira à 8 dias porque a empresa demorou de se convencer que o problema ocorreu dentro do prazo de validade legal de um conserto anterior (90 dias). Este problema está parcialmente resolvido, afinal concordamos que pagaremos pela mão de obra, mas que a peça será trocada sem ônus. O que a gente não aceita pra não ficar sem gelo no verão… Tudo conspira para que segunda-feira próxima a coisa volte a esfriar por aqui.

(3) Propaganda da TIM, com três carecas pintados de azul (publicada numa das revistas que chegam via Sedex pra mim – ver queixa 4 abaixo):

“Fale sem limite em ligações locais para qualquer fixo” (letrinhas pequenas: [...] chamadas locais para outros fixos [...] até o limite de 1 mil minutos por mês.)

“Navegue na Internet sem limite” (letrinhas pequenas: após o consumo de 1GB, a TIM poderá reduzir a velocidade, a seu critério, até o faturamento subsequente.)

(4) Finalmente recebi mais uma leva de revistas da assinatura. É um serviço VIP de assinatura, todas as edições chegam via Sedex. O problema é que chegam duas semanas atrasadas, com duas ou três revistas amontoadas e sempre demanda intervenção e queixa pelo serviço 0800 duas semanas antes e após esgotarem nas bancas. Adicionalmente, esta assinatura me forneceria alguns pontos de programa fidelidade na TAM após o pagamento total da fatura (aquele sentimento idiota de “ôba, vou sair ganhando!” – sentimentos idiotas geralmente são materializados no gerúndio, já perceberam?). Ok, resolvi quitar a assinatura anual numa única parcela faz uns 3 meses (utlizando o velho cartão do banco que me nega cartão). Resultado: nada de ponto fidelidade até hoje. A penúltima vez que liguei pra me queixar a atendente muito educada me pediu o número Smiles e quantos pontos ela deveria solicitar, pois tinham esquecido. Na última ligação-queixa há alguns dias ela ao menos acertou e pediu o número fidelidade da TAM, mas ainda assim não sabia quantos pontos deveria a revista transferir. O pior é que a palavra “Smiles” me dá nos nervos desde que a Varig resolveu não computar as milhas de uma viagem internacional que fiz em 2005, o que me rendeu algumas muitas horas de estresse em ligações telefônicas interurbanas. Pra piorar, pediu que eu enviasse os bilhetes originais e deram fim neles. Pra piorar, passaram a argumentar que só poderiam considerar as milhagens se eu tivesse posse dos bilhetes originais que tinham me roubado. Também não registraram as milhas de outra viagem em 2006. Eu simplesmente desisti e não quero mais ouvir falar nesse programa. Aliás, me deu também nos nervos o apagão último. O que uma pessoa tem na cabeça pra me ligar de madrugada e lembrar que meu camarão iria estragar se a luz não voltasse logo? EU NÃO ESTAVA LEMBRADO DISSO. Fiquei nervoso e com insônia. É um sentimento estúpido e egoísta, mas eu criei uma relação estranha com o camarão que minha sogra mandou de Alagoas e ainda preciso compreender isso melhor. Eu já estava preocupadíssimo com o fato de ter deixado o camarão na geladeira do prédio depois que a geladeira da nossa casa pifou. Aliás, eu desconfio que essa geladeira pifou porque houve falta de luz dois dias consecutivos no bairro. E sabe por que faltou luz? Porque a palha da palmeira do prédio tocou nos fios e provocou curto. Isso foi no primeiro dia. No segundo dia o motivo foi supreendentemente o mesmo. Afinal, após aproximadamente 5 horas de conserto no primeiro dia, ninguém ousou remover a tal palha, pois era necessário uma autorização expressa e carimbada por algum burocrata da prefeitura. Maldita palha que deixou a gente no escuro dois dias consecutivos. Vejam, o camarão sobreviveu a três quedas de energia e uma migração de geladeira.

Enfim, nós estamos todos condenados à apreciar campanhas publicitárias sem noção com carecas pintados de azul, a suportar bancos que definem critérios a critério dos seus funcionários (como os carecas pintados de azul fazem com a velocidade do seu 3G), a lembrar à editora que aquela assinatura que você fez e quitou de uma vez em foi em virtude da promoção que forneceria pontuação em programa de milhagem. Ah, e tem que lembrá-la qual era o programa de milhagem e quantos pontos devem ser transferidos. É preciso ainda acreditar que os três carecas pintados de azul não vão reduzir, “a seu critério” a velocidade no mísero serviço de acesso que oferecem. E claro, é preciso saber enxergar muito bem as letrinhas pequenas, para então conhecer a verdade, respirar e refletir: estamos todos condenados a presumir boa fé nas nossas relações, mesmo sendo diariamente induzidos a crer no perfeito oposto!

Oba, Tássia acabou de chegar em casa, olhou para a revista aberta na página dos carecas pintados de azul (vou ter pesadelo com isso) e disse:

- Carta Capital! Chegaram duas de novo?

- Sim. E já tem outra nas bancas que ainda não chegou. Retruquei, fingindo estar mal humorado.

- É zica! Você tem zica com revistas e milhas!

Sábia esposa, matou o problema, é isso, tô zicado! E o post agora tem um título :)

Recomendadíssimo: “Na selva das cidades”

A peça está em cartaz na Aliança Francesa em SP (metrô República). O release pode ser lido no documento (.doc) em:

http://www.aliancafrancesa.com.br/cultura/selvadascidades/release.doc

Na selva das cidades

“A montagem apresenta uma releitura do texto com adaptações para a atual realidade do País. Em cena, 13 atores dão vida à implacável luta pela sobrevivência na destruição causada por dois homens, que se enfrentam sem motivo algum. A peça expõe a relação do homem com o dinheiro (fisicamente), sendo ele praticamente o protagonista de toda a história. “Queremos que as pessoas saiam do teatro e façam uma reflexão sobre o que acabaram de ver. Estamos convidando as pessoas a pensarem”, comenta Marcelo Marcus Fonseca.

A disputa pelo poder e a ganância do ser humano moderno que destrói seu semelhante sem saber por que surge no texto de maneira bem explicita. “A peça é um retrato de uma sociedade agressiva, egoísta e intolerante que massacra a delicadeza e compra opiniões em um mundo onde as pessoas estão se destruindo cotidianamente e destruindo tudo em sua volta”, completa Fonseca.

Outro ponto auge da montagem são as músicas originalmente compostas que trazem uma boa dose de rock pesado até melodias inspiradas na sinfonia “Floresta do Amazonas”, de Villa-Lobos. O ator Wanderley Martins, um dos apaixonados pela obra de Brecht desde os anos 70, declama o poema “Lenda do Soldado Morto”, de autoria do próprio autor, e responsável pela colocação do nome de Brecht em quinto lugar na lista negra dos que seriam assassinados se o “putsch” de Hitler em 1923 tivesse vencido. O poema surge na montagem em uma versão musical com acordes eletrizantes de guitarra transformando-se em uma opera moderna. Já a cantora Cida Moreira solta a voz, também ao vivo, durante o espetáculo com versões de músicas de soul e jazz conhecidas pelo grande público.

Na Selva das Cidades foi apresentada pela primeira vez no Brasil há exatos 40 anos, pelo Teatro Oficina. Na época contou com a direção de José Celso Martinez Correa. Na época o Brasil vivia o regime da ditadura militar.”

Dica para os que chegaram até aqui:

“A entrada custa R$ 20, mas as pessoas que falarem na bilheteria sobre a divulgação da peça no site pagam apenas R$ 8. A temporada está com apresentações aos sabádos, às 21h e domingos, às 20h até 22 de novembro.”

http://catracalivre.folha.uol.com.br/2009/10/na-selva-das-cidades-esta-de-volta-na-alianca-francesa/

Vendo minha Fender Strato American Plus 98

Estou vendendo esta maravilhosa guitarra.

Houve um político no Brasil…

…que era capaz de responder uma pergunta com mais de 140 caracteres.

Onde doar revistas?

Tenho assinatura da Carta Capital e quero doar todas que recebo. Geralmente levo uma semana pra ler e depois fica jogada por aqui :( As bibliotecas que visitei já possuem assinatura dela. O consultório da minha dentista já vive lotado de revistas ruins e a portaria daqui do prédio tem pouco movimento. Alguma dica? De preferência em SP.

Sobre a tal sorte moral

Sabe quando você não confia em alguém mesmo que suas ações, seu ativismo, seu discurso, enfim, toda sua vida esteja aparentemente dedicada a uma causa que também é aquela que você defende? Em determinadas circunstâncias fica evidente que ali está uma máscara pronta pra ser lançada ao longe na primeira oportunidade. São aqueles sujeitos que por mais esforço que empenhem não conseguem travestir suas reais ambições. O herói que brinca de salvar o mundo e conquista a confiança alheia, até chegar a tão esperada oportunidade de “salvar-se no mundo”.

Mas não são desses que quero falar. Me inquietam aqueles que realmente não me dão motivos racionais para desconfiança, senão pela orelha em pé cultivada por um tipo de heurística completamente instintiva (paranóica?) que no meu caso vem evoluindo nos últimos anos.

Vejo-me então diante de um conflito ético, permito julgar (mesmo em silêncio) o cidadão que nada fez para me afetar, e que adicionalmente consegue resultados positivos no que acredito ser socialmente justo e necessário.

Não. Não vou mudar, até porque tenho acertado nas minhas previsões. Continuerei em conflito, em silêncio, até que o suspeito levante a mão e se entregue, quando condenado à sua própria sorte moral.

Sobre o assunto eu acho que vale a reflexão de alguns trechos do livro “Filosofia – Novas Respostas para Antigas Questões”, de Nicholas Fearn. Como eu disse em outros posts, a leitura tem me ajudado a perceber que nem sempre estou sem a razão :) e gosto de compartilhar quando isso acontece:

“Está na natureza dos deveres exceder muitas vezes seu alcance inicial, e podemos nos ver em situações morais difíceis. Ao aceitar a sorte moral, ao aceitar responsabilidades que não buscamos, somos capazes de exibir virtudes que de outro modo não seriam exercidas.”

“A má sorte envolvida não é aquilo que afeta nosso caráter moral, mas o que torna nosso caráter inferior transparente para os outros.”

Penso que o trecho a seguir é bastante relacionado à auto-estima por vezes exacerbada dos cidadãos de países desenvolvidos:

“Um dos muitos luxos que os cidadãos do rico Ocidente podem se proporcionar é um senso moral extremamente desenvolvido. Não há necessidade de declarar “cada um por si” quando todos os homens recebem alimento, abrigo e segurança por direito nato. Com os benefícios das garantias de propriedade e da soberania da lei, juntamente com a ausência de malária, de fome e de mortalidade infantil elevada, as pessoas nos países desenvolvidos foram poupadas da necessidade de roubar pão, subornar fiscais tributários e cometer assassinatos em lutas de guerrilha contra forças governamentais ou exércitos rebeldes. Podemos nos permitir até “luxos morais” como dietas vegetarianas de alto teor protéico e instituições para o bem-estar dos animais que inspiram riso ou descrença em grande parte do Terceiro Mundo. É óbvio que não deveríamos nos sentir excessivamente orgulhosos por evitar atos criminosos que não temos necessidade de cometer. [...] De maneira semelhante, é possível que as pessoas da Grã-Betanha fossem do tipo que trancafiaria os judeus em campos de concentração assim que os alemães assobiassem. Contudo, em vez de testar apropriadamente as circunstâncias, devemos lhe dar o benefício da dúvida. Não pode haver a mesma concessão no caso das populações da França e da Alemanha, porque elas foram postas à prova e se mostraram aquém das expectativas.
Seria Absurdo acusar pessoas por coisas que não fizeram, como colaboração, assim como seria absurdo sustentar que os que cometeram esses atos não deveriam ser considerados responsáveis por eles, mas é isso que qualquer negação da sorte moral acarreta.”

Big Jay McNeely playing on his back, Los Angeles, 1951

Great moments should be shared.

Agência Senado é uma onda…

“Magno Malta também acolheu sugestão apresentada pelo diretor de Pesquisa e Inovação da SaferNet Brasil, Tiago Bortoletto Vaz, de se elaborar um projeto para criar uma “lei de responsabilidade humana” destinada a punir o gestor público que deixar de cumprir o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”

Embora seja interessante a sugestão, tenho que abrir mão dos créditos :)

WSJ e Veja a serviço do Brasil

Nada novo, mas vale recordar…

Em 7 de maio de 2007 o grandão ianque Wall Street Journal publicou um editorial dedicado a criticar a medida do presidente Lula no licenciamento compulsório do Efavirenz (medicamento utilizado no tratamento da AIDS). Com a seguinte pérola o editorial é finalizado:

“Sem uma resistência vigorosa na reunião da OMS em Genebra, na semana que vem, mais países poderão logo seguir os exemplos da Tailândia e do Brasil. Isso seria ruim para os direitos de propriedade em todo o mundo, e seria um desastre para os pobres do mundo.”

Será que foi mesmo ruim? Os neo-capitalistazinhos-de-plantão sugerem que as próximas gerações serão prejudicadas, com a bela retórica de que as empresas que perdem (???) o monopólio pelo licenciamento compulsório (ou “quebra de patentes”, como querem) não investirão mais em pesquisa para evoluir tais medicamentos (a concorrência agradece).

Revista Veja

Pra finalizar este post com maestria, vale citar a Revista Veja, que não fica pra trás nessas questões e obviamente meteria o bedelho, conseguindo até mesmo ofuscar o brilho do WSJ. Foi eleito então um bundãozinho portavoz da elite branca paulista pra completar as bobagens do jornalzão americano:

“Solenidade para quê? Para anunciar ao mundo que o Brasil não respeita a propriedade intelectual? E o que disse Lula? “Hoje é o Efavirenz, mas, amanhã, pode ser qualquer outro comprimido, ou seja, se não tiver com os preços que são justos, não apenas para nós, mas para todo ser humano no planeta que está infectado, nós temos que tomar essa decisão. Afinal de contas, entre o nosso comércio e a nossa saúde, nós vamos cuidar da nossa saúde“, afirmou o presidente.” (…) Trata-se de uma presepada (…) “Não é possível alguém ficar rico com a desgraça dos outros“, disse ainda Lula na solenidade. Tá certo. Vamos deixar as doenças a cargo de iluminados como este senhor. Ele ainda não conseguiu fazer a Funsa [sic] entregar remédio para salvar meia-dúzia de indiozinhos. Mas se oferece para salvar o mundo inteiro. Muito típico.

Se você quer se orgulhar um pouco do seu presidente (afinal, não é sempre que ele dá essa chance) e ao mesmo tempo se perguntar como uma imprensa ridícula como esta ainda sobrevive, leia a matéria completa.

Irony

…almost sleeping during a pathetic Microsoft’s talk, so an email arrives: “New Debian developer Tiago Bortoletto Vaz”. Oh god! Couldn’t this ticket be closed in a better moment? Of course not! :) )

Showzasso do Teatro Mágico

Valeu Maçan pelo convite. Eu conhecia um pouco o TM, mas não tinha idéia de como era fabuloso o show dos caras. Muito bonito.

Além do mais, os caras passam uma mensagem de liberdade e ativismo muito forte pro público, composto por adolescentes na sua maioria. Taí uma boa referência musical pra rapaziada :) Parabéns pra vocês!

Antes do show tivemos uma reunião de articulação com a banda, o que resultará em ações legais, como o fortalecimento do movimento MPB (Música Para Baixar). Uma demostração de força já foi dada no próprio show, com o Mega-não contra o projeto de lei do Sen. Azeredo. É só procurar por aí que vocês acham os vídeos, os textos, os posts e bastante referência do evento…

Single tree-like navigation topbar for Beamer

I like the Antibes and JuanLesPins themes from the Beamer class. They use a nice tree-like navigation at the top, which provides a good notion about where exactly the speaker is in her/his talk. This feature is especially important for presentations given in places where attendees don´t care too much about being in time.

Antibes and JuanLesPins use the tree and smoothtree “outer” themes. The problem for me is that they provide a 3-level tree navigation (Title, Section and Subsection), plus the Frame Title. I don´t have subsections in my presentations. Also, I don´t think it´s necessary to have the main title in every single frame (but if you enjoy it, try using one of the nice beamer footer instead, for example the one from Madri theme).

Unfortunately I couldn´t find any beamer theme with Section plus Frame Title only. So, a very simple cleanup in the tree outertheme gave me what I was looking for:

beamerouterthemesingletree.sty

If you want to use this, just set it as the outertheme in your tex. Supposing the file name is beamerouterthemesingletree.sty and it´s located in the same directory as your tex file, add:

\userouthertheme{singletree}

Vibration Reduction matters

I’ve just bought the cheap Nikkor 18-55mm VR lens for my Nikon D50. According to KenRockwell.com, this lens does the job very well. Actually I was looking for the amazing 18-200mm VR, but noted it’s too expensive for me. At least here in Brazil it costs 5x more than that 18-55mm.

The question is: once I already own a basic Nikkor 18-55mm which came with the camera, is that worth upgrading to another 18-55mm only because of this Vibration Reduction feature? Well… I was not sure really about that. I just trusted Ken Rockwell’s opinion and decided to give it a try. So, checking the result below you may guess whether I’m happy or not :)

These pictures were taken in f11, 55mm, 1/4 sec, no post-edition. I did my best to get them as much sharpness as possible. For a 100 shots sampling from Ken Rockwell look for the “Vibration Reduction at 55mm” table here.

Nikkor 18-55mm non-VR

Nikkor 18-55mm non-VR

Nikkor 18-55mm VR

Nikkor 18-55mm VR

Nikkor 18-55mm non-VR detail

Nikkor 18-55mm non-VR detail

Nikkor 18-55mm VR detail

Nikkor 18-55mm VR detail

new look, not for me…

but for my wordpress blog!
No blog title, two columns and… the same content :)

QUANTO isso vale? Ou O QUE isso vale?

Eu tenho um amigo que sempre entrava em crise quando precisava encarar a decisão de julgar o valor da sua hora de trabalho pra um serviço que era da sua competência. Talvez as palavras abaixo atestem que Amadeu tinha toda razão e não sabia! O problema é que sempre te faziam a pergunta errada :)

“O valor de um serviço é, pois, tão menos mensurável quanto maior seja a parcela de doação e de produção de si, ou seja, quanto mais seu caráter incomparavelmente pessoal lhe confira um valor intrínseco que prevalece sobre seu valor de troca normal. No limite, a competência pessoal transcende a norma das atribuições profissionais, e aparece como uma arte cujo prestador é um virtuose.”

André Gorz, em “O Imaterial”.