Primeiras notícias de HEL

Por onde começar… vamos lá: saímos (eu e Tassinha) de Salvador dia 07, direto para Lisboa, com Helsinque como destino final para participar da versão 5 da Debian Conference. Amanhecemos no aeroporto de Portugal, e tivemos alguns minutos pra pegar a conexão para Frankfurt. A TAP não nos deu orientação, ficamos meio perdidos e quase perdemos o vôo, pra variar :o) De Lisboa partimos pela Lufthansa para Frankfurt. Nesse momento comecei a me sentir longe de casa, as pessoas não mais falavam português, os lanches tornaram-se estranhos, as pessoas ficaram mais loiras, etc. Ficamos cerca de 3 horas no aeroporto de Frankfurt, o que nos permitiu dar umas voltas, tirar umas fotos e comer algo. Partimos então para Helsinque, chegando aproximadamente às 18:00 do dia 08/07.
Em Helsinque fomos muito bem recebidos, por ‘iúka’ (eu não sei como escreve), que nos pegou de surpresa. No nosso vôo estava um carinha de Israel gente fina (Lior), que também estava indo pra Debconf e logo fizemos amizade, aliás todo mundo aqui é gente boa, pessoas que geralmente compartilham os mesmos valores, isso é Debian :o)
No primeiro dia participamos do Debian Day, um evento voltado para usuários, empresas, etc interessandos em Debian, software livre em geral. Foi um evento com apresentações de assuntos básicos, mas muito bem explanados por experts do Debian.
Eu tenho muuuita coisa pra falar daqui, é uma experiência incrível, a gente (1) percebe uma série de preconceitos que não são percebidos no cotidiano e (2) exorciza todos eles. Aqui praticamente não há noite nessa época. 22:00 ainda está ensolarado. Depois há um clima de fim de tarde, e depois amanhace. Tô meio azoado com tudo isso, por exemplo, são 3:24 da madruga agora, o céu está claro e eu não tenho sono, daí durante o dia viro um zumbi. Outra coisa muito estranha são os horários de lanche. Temos das 8 às 9 para o café da manhã, 11 às 13 para o almoço e 16 às 17 para o jantar. E aqui cada segundo tem seu valor, não adiantar querer jantar alguns minutos após do horário. Porta fechada, experiência própria. A comida é estranha.
No próximo post vou tentar relatar um pouco sobre o HUT, a universidade que estamos hospedados, e obviamente, dos meus trabalhos no Debian aqui, e do que pretendo fazer até o final do evento.
Fico por aqui com as primeiras fotos no ar no fotki.

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