Python e eu, a minha primeira vez

Imaginem um cara com quase 6 anos de universidade, num curso de computação, que não sabe programar. Sim, esse sou eu. Entrei na UFBA em 1999, no momento em que o curso passava por grandes dificuldades, principalmente por carência de professores, que na sua maioria tinham saído para doutoramento fora do Brasil.

Entrei sem saber bem o que seria aquilo. Minha turma de lógica de programação ficava refém dos horários dos professores, ou melhor, o que sobrava de tempo deles em horário de almoço. Não senti nenhum tesão por aquilo. Passei para uma disciplina de estrutura de dados, onde mais uma vez a decepção veio à tona. Comecei a descobrir que programar não era o que eu queria. Passei a me interessar por redes, administração de sistemas unix, fui administrador da rede do instituto e enfim me encontrei no curso.

Passados alguns anos, resolvi dar uma olhada com mais carinho pra programação. Me deparo com uma linguagem que meio que virou moda, Python. Fiquei impressionado com a facilidade de lidar com aquilo. Cada bloco é seu pensamento transcrito em código, incrível. Algumas tentativas baseadas em intuição simplesmente funcionam em Python, como se alguém tivesse previsto tudo aquilo da forma mais elegante possível. Tudo bem, eu já fiz algumas brincadeiras com C, C++, php, shell, asm, mas nunca passou de trabalhos pra disciplinas ou pequenos scripts pessoais. Essa pequena experiência me fez entender alguma coisa de estruturas, o que tem me ajudado, sem dúvida. Contudo, o que quero deixar registrado aqui é: se você ficou velho e nunca se interessou por programação, mas de repente bateu uma vontade de criar alguns códigos úteis, dê uma fuçada em Python. Um bom começo é explorar o Python Challenge com vontade. Existem ótimas documentações, e a que recomendo para quem tá meio enferrujado no assunto é “How to Think Like a Computer Scientist: Learning with Python”.

Depois de uma semana lendo sobre a linguagem nos minutos vagos de trabalho consegui fazer algo útil: uma pequena macro para o TRAC do Debian-BR-CDD. Está sendo um grande aprendizado pra mim. Vocês podem acessar os fontes no repositório Subversion da GNOSIS.

O melhor de tudo foi receber um “seu código está bom” do Otávio. Valeu pela força, cara. Foi bom também ver o retorno (literalmente) da macro: 448864. Isso significa a quantidade de downloads realizados do Debian-BR-CDD somente no site oficial!

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