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A Urna Eletrônica e os ciberbobos

http://www.cic.unb.br/docentes/pedro/trabs/entrevistaDM.html

Esta é uma entrevista concedida pelo prof. Pedro Rezende, a Daniela Moreira, para o portal IDG Now. Quem me conhece sabe que sou um grande admirador de suas idéias, e da forma que ele consegue expressá-las. Esse é mais um texto entre vários outros que todo brasileiro deveria ter acesso. Pessoalmente considero que um dos maiores méritos do professor é o fato de, apesar dele ter conquistado uma posição profissional, acadêmica e intelectual invejável, continua sendo combatente e firme nas suas idéias e ideais, sem se render a tal cordialidade, diplomacia e covardia que se apossa do caráter de grande parte dos doutores que conheço.

Patrick Yandall – Jazz Guitar Musician

http://patrickyandall.com/

Conheci esse guitarrista numa das rádios da Shoutcast.com – recomendo. Lembra Ricardo Silveira, mas não chega no nível do LP Bom de Tocar🙂

Dembski’s Profound Lack of Comprehension of Information Theory

http://scienceblogs.com/goodmath/2006/06/dembskis_profound_lack_of_comp.php

Esse post é um pouco polêmico. Pra quem não sabe, William Dembski é o mentor das teorias do design inteligente, um caminho criacionista que vem sendo seguido pelos crédulos desde que adão e eva e a arca de noé foram desmascarados. Bom, Dembski usa algumas teorias e princípios matemáticos pra tentar provar a essência do que ele defende, que basicamente é que se um objeto possui um nível razoável de especificação e complexidade, existe sinais de inteligência na sua criação, deve existir um designer pra ele.

Ele usa então a complexidade de Kolmogorov (K-C theory) como base pra sua argumentação. Eu não entendo o suficiente dela pra discernir se faz ou não sentido o que ele diz, mas segundo o autor desse post:

” While reading this [um artigo de Dembski], I came across a statement that actually changes my opinion of Dembski. Before reading this, I thought that Dembski was just a liar. I thought that he was a reasonably competent mathematician who was willing to misuse his knowledge in order to prop up his religious beliefs with pseudo-intellectual rigor. I no longer think that. I’ve now become convinced that he’s just an idiot who’s able to throw around mathematical jargon without understanding it.”

A discussão em torno desse post é no mínimo empolgante🙂 Fica pra gente fuçar mais sobre o assunto e escolher os caminhos. A princípio estou com o MarkCC (autor do post).

2 Comments

  1. mateus
    Posted October 4, 2006 at 14:45 | Permalink

    Rapaz, da agonia de ler o q esse Dembski escreveu (assumindo que ele escreveu mesmo, ja que nao tou com saco de verificar). Ele mistura tudo.

    A probabilidade de 100 lancamentos de uma moeda dar 100 uns consecutivos eh realmente a mesma que dar uma coisa como 100111011011… Ok.

    Mas isso nao tem nada a ver com as teorias de Kolmogorov e Chaitin. Estas teorias tem como objetivo descrever a complexidade de uma sequencia.

    Basicamente uma sequencia tem complexidade baixa se ela pode ser descrita de forma curta, como por exemplo, “for i = 1 to 1000 print 1”, ou simplesmente “sequencia com 1000 1s”. Uma sequencia tem complexidade alta (eh dita randomica) se o tamanho do menor programa que a descreve tem um tamanho proximo ao da propria sequencia. Ou seja nao pode ser comprimida. Por exemplo, 100111101110111010111101101010…

    Por exemplo, um arquivo de texto, tem uma complexidade baixa e pode ser comprimido. Ja um arquivo texto.zip tem uma complexidade elevada e nao pode mais ser comprimido substancialmente.

    Acho que esse tal de Dembski ficou encucado com a palavra “randomico” que no senso comum denota algo como “nao previsibilidade”.

    No site de Gregory Chaitin, um dos caras que contribuiu com esta teoria, tem um monte de livros legais sobre o assunto. Alguns tem versao online. http://www.cs.auckland.ac.nz/CDMTCS/chaitin/

    falou, mateus

  2. Posted February 1, 2008 at 08:33 | Permalink

    Thanks to Oprah, Obama camp claims biggest crowd yet

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