Monthly Archives: March 2009

Some cool audio stuff for Debian

(I was a kind of impolite in not mentioning any detail about the packages I asked for sponsors in my previous post. Sorry about that. Here I’ll try to summarize what kind of stuff I’m currently trying to push into Debian)

Rakarrak is a nice guitar effects processor for GNU/Linux. An ITP was opened about Jul/2008 with no progress since then. I’ve quite often used this software and it seems to be pretty stable – at least in a i386 system.

Tapiir is a simpler one. It provides a high quality real-time delay/feedback effects which can be useful for any kind of audio output. This software used to be maintained by the Debian QA group. It was orphaned few months ago, removed from the archive and now I’m working to have it back again. I’ve talked to the upstream and he has agreed to have Tappir maintained in collab-maint git repository.

Hey, both support JACK ūüôā

(See Rakarrack git browser)
(See Tappir git browser)

can I haz sponzer?

Looking for reviewer and uploader for #490705 and #521039. Both packages are in git collab-maint. My usual sponsor has been too busy these days. Obrigado!

IA

“Mas eles nunca se puseram a quest√£o principal: aquela da capacidade de definir os problemas para resolver; de distinguir o que √© importante e o que n√£o o √©, o que tem um sentido e o que n√£o tem; de escolher, de definir e de perseguir um objetivo, de modific√°-lo √† luz de acontecimentos imprevistos; e, ainda mais fundamentalmente, a quest√£o das raz√Ķes e dos crit√©rios em virtude dos quais os objetivos, os problemas e as solu√ß√Ķes s√£o escolhidos. De que, pois, dependem essas escolhas, esses crit√©rios? Se a intelig√™ncia funciona como uma m√°quina program√°vel, quem definiu o programa? Os pioneiros da intelig√™ncia artificial simplesmente ignoraram essas quest√Ķes que remetiam √† exist√™ncia de um sujeito consciente, vivo, que pensa, calcula, escolhe, age, persegue objetivos porque experimenta necessidades, desejos, temores, esperan√ßas, prazeres – em suma, porque ele √© um ser de necessidade e de desejos a quem sempre falta alguma coisa, o que ele n√£o √© ou o que ainda n√£o tem, e que, em raz√£o de seu sentimento de falta, de seu sentimento de incompletude, est√° sempre a vir para ele, incapaz de coincidir com o si na plenitude im√≥vel do ser que √© o que √© [L’√ätre-Pour-Soi, Sartre, 1943].

Esse sentimento de incompletude evidentemente habita os pioneiros da intelig√™ncia artificial. Ele √© uma estrutura ontol√≥gica da consci√™ncia. Mas √© preciso adicionar: da consci√™ncia conquanto ela seja indissoci√°vel da factualidade do seu corpo; dessa consci√™ncia que desde o nascimento experimentou a fome, o frio, a sede, a necessidade de afeto, de prote√ß√£o. O sentimento de faltar, a necessidade de se superar em dire√ß√£o √† satisfa√ß√£o dessa falta, s√£o constitutivos da consci√™ncia viva. A intelig√™ncia se desenvolve sobre essa base, e tira dela a impuls√£o primeira da vida. A concep√ß√£o maquinal da intelig√™ncia a pressup√īs como j√° estando sempre l√°, programada no c√©rebro, prestes a ser mobilizada. Mas a intelig√™ncia n√£o √© exatamente um programa j√° escrito: ela s√≥ existe viva como capacidade de se produzir segundo suas pr√≥prias inten√ß√Ķes; e essa capacidade de faltar, que est√° no fundamento da capacidade de criar, de imaginar, de duvidar, de mudar; em suma, de se autodeterminar; n√£o √© program√°vel num programa de computador. Ela n√£o √© program√°vel porque o c√©rebro n√£o √© um conjunto de programas escritos e transcrit√≠veis: ele √© √≥rg√£o vivo, um √≥rg√£o que n√£o cessa de se programar e de se reprogramar a si mesmo.”

Andr√© Gorz, em “O Imaterial.”