Já que a imprensa faz o seu papel…

…eu vou fazer o meu🙂

Enquanto as repercussões do mais recente depoimento do Protógenes – aquele que prende ban(queiro|dido) na CPI do Itagiba ficam amarradas ao fato de o Lulinha e a Dilma terem sido ou não investigados, eu faço questão de reproduzir parte do poema “O Tocador de Atabaque”, lido pelo delegado no início da sua fala, quando ele se coloca como tal diante de toda palhaçada da comissão. O recado foi dado com elegância, e por isso merece ser reproduzido:

Querem o meu verso
de nariz para o ar,
equilibrando a esfera,
enquanto alguém bate com a varinha
para me pôr no compasso.
Pedem-me que não seja violento
e me mantenha equilibrado
entre a forma e o fundo,
porque a platéia não deve sofrer
emoções fortes.

Mas eu, nascido num tempo de sussurros,
tenho a voz contundente
e por mais que me esforce
não sirvo para cantar no coro.

Sei apenas tocar meu atabaque.

Assim, que me perdoem
os amantes dos saraus
e os arquitetos de labirintos.
Que as senhoras se protejam com o xale
e os corações delicados
se encostem à parede
para fugir às correntes de ar.

Bato no atabaque
até estourar os tímpanos fracos
e chamo num grito de gozo
as almas bravias,
para dançarmos juntos,
mordidos pela mentira do mundo,
com os nervos envenenado
e a jugular aos pinotes.
[…]

Por Eduardo Alves da Costa, que ironicamente é

graduado em Engenharia Mecânica pela UFMG e consultor financeiro na área de investimentos. Trabalhou na área de Marketing da IBM e no planejamento estratégico da Embraer. Possui certificação financeira da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) e é um investidor ativo no mercado acionário desde 1999. Participou de cursos sobre a Bolsa de Valores de Toronto (Toronto Stock Exchange [TSX]), a Bolsa de Derivativos de Montreal (MX ─ The Bourse) e a Bolsa de Mercadorias de Chicago (Chicago Mercantil Exchange [CME]).

Fonte: http://www.livrariacultura.com.br

Essas coisas dão um nó na minha cabeça.

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