QUANTO isso vale? Ou O QUE isso vale?

Eu tenho um amigo que sempre entrava em crise quando precisava encarar a decisão de julgar o valor da sua hora de trabalho pra um serviço que era da sua competência. Talvez as palavras abaixo atestem que Amadeu tinha toda razão e não sabia! O problema é que sempre te faziam a pergunta errada🙂

“O valor de um serviço é, pois, tão menos mensurável quanto maior seja a parcela de doação e de produção de si, ou seja, quanto mais seu caráter incomparavelmente pessoal lhe confira um valor intrínseco que prevalece sobre seu valor de troca normal. No limite, a competência pessoal transcende a norma das atribuições profissionais, e aparece como uma arte cujo prestador é um virtuose.”

André Gorz, em “O Imaterial”.

One Comment

  1. Wagner Saback Dantas
    Posted August 16, 2009 at 07:25 | Permalink

    E ele não é o único felizmente.🙂

    Gozado é que muitas pessoas — não todas como se vê por outros como Amadeu — não tentam conferir ao benefício humano um benefício capital mas conciliar o benefício humano como o benefício do capital. A própria designação de capital = dinheiro, que premia o sistema que nos envolve atualmente, é um disparate imenso. É a partir desta distorção-base que observamos (e, pior, praticamos sistematicamente aqui e ali, inclusive eu mesmo) as demais distorções, todas em cima daquele conceito, onde os valores do Homem, capitais, ironicamente parecem estar abaixo dos valores do dinheiro, exageradamente considerados capitais.

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