WSJ e Veja a serviço do Brasil

Nada novo, mas vale recordar…

Em 7 de maio de 2007 o grandão ianque Wall Street Journal publicou um editorial dedicado a criticar a medida do presidente Lula no licenciamento compulsório do Efavirenz (medicamento utilizado no tratamento da AIDS). Com a seguinte pérola o editorial é finalizado:

“Sem uma resistência vigorosa na reunião da OMS em Genebra, na semana que vem, mais países poderão logo seguir os exemplos da Tailândia e do Brasil. Isso seria ruim para os direitos de propriedade em todo o mundo, e seria um desastre para os pobres do mundo.”

Será que foi mesmo ruim? Os neo-capitalistazinhos-de-plantão sugerem que as próximas gerações serão prejudicadas, com a bela retórica de que as empresas que perdem (???) o monopólio pelo licenciamento compulsório (ou “quebra de patentes”, como querem) não investirão mais em pesquisa para evoluir tais medicamentos (a concorrência agradece).

Revista Veja

Pra finalizar este post com maestria, vale citar a Revista Veja, que não fica pra trás nessas questões e obviamente meteria o bedelho, conseguindo até mesmo ofuscar o brilho do WSJ. Foi eleito então um bundãozinho portavoz da elite branca paulista pra completar as bobagens do jornalzão americano:

“Solenidade para quê? Para anunciar ao mundo que o Brasil não respeita a propriedade intelectual? E o que disse Lula? “Hoje é o Efavirenz, mas, amanhã, pode ser qualquer outro comprimido, ou seja, se não tiver com os preços que são justos, não apenas para nós, mas para todo ser humano no planeta que está infectado, nós temos que tomar essa decisão. Afinal de contas, entre o nosso comércio e a nossa saúde, nós vamos cuidar da nossa saúde“, afirmou o presidente.” (…) Trata-se de uma presepada (…) “Não é possível alguém ficar rico com a desgraça dos outros“, disse ainda Lula na solenidade. Tá certo. Vamos deixar as doenças a cargo de iluminados como este senhor. Ele ainda não conseguiu fazer a Funsa [sic] entregar remédio para salvar meia-dúzia de indiozinhos. Mas se oferece para salvar o mundo inteiro. Muito típico.

Se você quer se orgulhar um pouco do seu presidente (afinal, não é sempre que ele dá essa chance) e ao mesmo tempo se perguntar como uma imprensa ridícula como esta ainda sobrevive, leia a matéria completa.

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